A história do Papai Noel

A Lenda de Papai Noel.
São Nicolau (St. Nicolas, Santa Claus, Pai Natal, Papai Noel).

Seu verdadeiro nome é Santo Nicolau ou Saint Nicholas, mais próximo do Santa Claus americano.

Papai Noel, sempre nos arremete a figura de um bom velhinho de cabelos e barbas brancas, com saco de presentes.

Porém Nicolau, filho de cristãos abastados, nasceu na segunda metade do século III, em Patera, uma cidade portuária muito movimentada na Turquia. Seus pais sonhavam em ter um menino, mas sua mãe tinha dificuldades em engravidar. Após o nascimento do menino, nos conta a tradição católica, que a criança sempre foi cercada de milagres e graças especiais. Sua mãe o privava do leite mesmo nos dias do jejum cristão às quarta e sextas.

Conta-se que foi desde muito cedo que Nicolau se mostrou generoso. Se tornou conhecido por seu senso de justiça em proteger os inocentes.
Quando sabia de uma família passando por necessidades, jogava moedas de ouro embrulhadas em algum pano, pela janela das casas; como as pessoas costumavam secar as meias nas janelas, as moedas acabavam caindo dentro das meias, vindo daí o costume dos presentes dentro das meias no natal…

Uma das histórias mais conhecidas relata-se a de um comerciante falido que tinha três filhas e que, perante a sua precária situação de pobreza, não tendo dote para casar bem as suas filhas, estava tentado a prostituí-las. Quando Nicolau soube disso, passou junto da casa do comerciante e atirou um saco de ouro e prata pela janela aberta, que caiu na lareira, perto de umas meias que estavam secando. Assim, o
comerciante pôde preparar o enxoval da filha mais velha e casá-la.
Nicolau fez o mesmo para as outras duas filhas do comerciante, assim que estas atingiram a maturidade.

Quando os pais de Nicolau morreram, o tio aconselhou-o a viajar até à Terra Santa. Durante a viagem, deu-se uma violenta tempestade que acalmou rapidamente assim que Nicolau começou a rezar (foi por isso que tornou também o padroeiro dos marinheiros e dos mercadores). Ao voltar de viagem, decidiu ir morar em Myra (sudoeste da Ásia menor), doando todos os seus bens e vivendo na pobreza.

Quando o bispo de Myra morreu, os anciões da cidade não sabiam quem nomear para bispo, colocando a decisão na vontade de Deus. Na noite seguinte, o ancião mais velho sonhou com Deus que lhe disse que o primeiro homem
a entrar na igreja no dia seguinte, seria o novo bispo de Myra.
Nicolau costumava levantar-se cedo para lá rezar e foi assim que, sendo o primeiro homem a entrar na igreja naquele dia, se tornou bispo de Myra aos 30 anos.

No Concílio de Nicéia em 334, esbofeteou um bispo ariano por discordar da divindade de Jesus.

S. Nicolau faleceu a 6 de Dezembro de 342 (meados do século IV) em Myra e os seus restos mortais foram levados, em 1807, para a cidade de Bari, em Itália, através de marinheiros italianos que roubaram da capela de Myra o corpo do padroeiro e levaram para Bari na Itália, onde se encontra até hoje e existem inclusive, comemorações anuais.
Com a ajuda dos marinheiros italianos em difundir seus milagres durante as viagens, São Nicolau se tornou o santo mais conhecido da Europa. Na idade média havia mais igrejas e catedrais batizadas com o nome deste santo, do que de todos os apóstolos juntos!

Tornou-se um Santo popular, embora nunca fosse canonizado oficialmente pela igreja católica; muito popular entre os comerciantes e marinheiros da idade média. Mas é padroeiro das crianças também, depois do relato de um milagre de ressuscitar 3 crianças que teriam sido esquartejadas, e depositadas em tonel de conservas, por um dono de pensão. Diz a tradição que São Nicolau apareceu na pensão e deu ordem para as crianças saírem do tonel, e verificou-se estarem vivas e
intactas. Depois desse relato ser espalhado pela Europa antiga, o Bispo ainda em vida, se tornou muito popular com as crianças.

Conta-se que do seu túmulo escorria um líquido viscoso que curava enfermos e paralíticos.

S. Nicolau tornou-se numa tradição em toda a Europa e é atualmente, um dos santos mais populares entre os cristãos. Sua popularidade só era superada pelo menino Jesus e a virgem Maria.

Freiras francesas passaram a distribuir doces para as crianças no dia 6 de dezembro em comemoração ao dia do padroeiro, relembrando a data de sua morte. O que o ternou conhecido como figura lendária que distribui presentes na época do Natal.

A tradição de S. Nicolau prevaleceu, apesar de ser retirada pela igreja católica do calendário oficial em 1969, onde ficou associado pelos cristãos ao dia de Natal (25 de Dezembro).

Após isso foram inseridas em suas histórias e milagres outros
elementos pagãos. A figura do deus alemão Voldan que voava pelo céu em uma biga, e observava se as pessoas eram boas ou más, foi mesclada a de São Nicolau; daí deriva o elemento da história de Santa Clauss, ou do Papai Noel, que voa em um trenó de renas e observa as crianças com um telescópio, fazendo uma lista das crianças boas e más.

A associação do Santa Clauss, ou São Nicolau ao natal foi feita a partir do hábito pagão de se presentear as pessoas no natal cristão.
Inicialmente uma festa religiosa, os elementos pagãos foram sendo introduzidos com o passar do tempo e popularidade da festa. Outros elementos como a arvore e oferendas (presentes) debaixo dela, foram introduzidos.

A partir daí a literatura e a mídia do século 19 foram associando vários outros elementos como os duendes, o pólo norte, as renas mágicas etc. Mas a figura do Bispo vestido do vermelho característico do vaticano permaneceu, com alguns detalhes pagãos acrescidos ao modelo da roupa.

Ainda no século 19 as lojas americanas associaram essa imagem do velhinho que dava presentes, às vendas nas lojas, quase que obrigando os pais a manterem a tradição de se dar presentes as crianças – o vínculo comercial estava feito.

A imagem que temos, do Papai Noel é a de um homem velhinho e simpático, de aspecto gorducho, barba branca e vestido de vermelho, que conduz um trenó puxado por renas, que esta carregado de prendas e voa, através dos céus, na véspera de Natal, para distribuir as prendas de natal. O Papai Noel
passa por cada uma das casas de todas as crianças bem comportadas, entrando pela chaminé, e depositando os presentes nas árvores de Natal ou meias penduradas na lareira. Esta imagem, tal como hoje a vemos, teve origem num poema de Clement Clark More, um ministro episcopal, intitulado de “Um relato da visita de S. Nicolau”, que este escreveu para as suas filhas. Este poema foi publicado por uma senhora chamada Harriet Butler, que tomou conhecimento do poema através dos filhos de More e o levou ao editor do Jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, publicando-o no Natal de 1823, sem fazer referência ao seu autor.

Só em 1844 é que Clement C. More reclamou a autoria desse poema.

Em 1930 a Coca-Cola contratou um figurinista que desenhou o papai noel que você conhece: gordo, corado, com barbas brancas e muito alegre. O sucesso foi explosivo. Papai Noel ou Santo Nicolau, estava no mercado de tudo e de todos definitivamente…

Hoje em dia, na época do Natal, é costume as crianças, de vários pontos do mundo, escreverem uma carta ao S. Nicolau, agora conhecido como Papai Noel, onde pedem seus presentes preferidos. Nesta época, também se decora a árvore de Natal e se enfeita a casa com outras decorações natalícias. Também são enviados postais desejando Boas Festas aos amigos e familiares.

Atualmente, Há quem atribuía à época de Natal um significado meramente consumista. Outros, vêem o Papai Noel como o espírito da bondade, da oferta. Os cristãos associam-no à lenda do antigo santo, representando a generosidade para com o outro.

Independente das crenças e das alegorias, e das inúmeras discussões entre se comemorar ou não o Natal é um ato cristão, vale-nos a reflexão acerca do verdadeiro sentido que isso nos traz.

O amor, a compaixão, o sentimento de fraternidade de respeito ao próximo e os pensamentos em Cristo são itens que devemos olhar e principalmente, entender que se esse clima pode promover a aproximação entre parentes que não se falam, amigos que não se veem e outros, sim, podemos utilizar o Natal com o propósito de se propagar o amor de Cristo!

Nestas festas de final de ano, lembre-se de comemorar algo com o verdadeiro espírito de natal – lembre-se e conte a história de Jesus, afinal ele é o aniversariante, mesmo sem conhecermos a verdadeira e exata data de nascimento.

Aproveite a data para reunir familiares, parentes e amigos. Exercerem a comunhão em um jantar. Exercitarem o partir do pão e demonstrarem o verdadeiro amor, uns pelos outros, ainda mais por não ser possível no decorrer do ano, não conseguimos fazer isso de forma tão plena, sublime e desapegada.

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