Daqui a cem anos

Como viveremos daqui a 100 anos?

Com informações da BBC –  22/02/2016
Se faltar espaço na terra, o mar pode se tornar a próxima fronteira.
Futurologia
Um grupo de arquitetos e cientistas sugere que a vida nas cidades daqui a cem anos pode envolver drones que carregam uma casa inteira, alimentos que podem ser impressos, em vez de cozidos ou assados, cidades submarinas e prédios subterrâneos.
A equipe é formada por arquitetos da companhia SmartThings, que pertence à gigante de tecnologia Samsung, e professores da Universidade de Westminster, na Grã-Bretanha. As previsões do grupo foram reunidas em um relatório chamado SmartThings: Future Living Report Coisas Inteligentes: Relatório sobre Viver no Futuro, em tradução livre.
De acordo com as previsões do relatório, em 2116 as pessoas poderão viver em “cidades-bolhas” submarinas, no fundo dos oceanos.
Nestas cidades no fundo do mar haverá tecnologias de construção rápida e aviões não tripulados, segundo o grupo.
“Vamos procurar melhores lugares para construir e fazer no fundo do mar faz muito sentido,” defende Maggie Aderin-Pocock, cientista espacial e uma das autoras do estudo.
Como viveremos daqui a 100 anos?

As cidades poderão ganhar um aspecto mais Star Wars. [Imagem: Samsung SmartThings]
 
Prédios para baixo e drones
No relatório, os especialistas também explicam como em apenas cem anos os arranha-céus poderão também ser construídos para baixo, avançando embaixo da terra com 25 andares ou mais no subsolo.
Aderin-Pocock afirmou que “necessitaremos de novos espaços para viver à medida que as cidades crescem”.
A tecnologia de hologramas também terá avanços e as reuniões virtuais ficarão cada vez mais comuns.
Outra conclusão dos pesquisadores é que os drones vão se transformar em um novo meio de transporte. Na verdade, estas aeronaves serão utilizadas para carregar casas inteiras pelo mundo, o que os cientistas chamaram de “mulas” futuristas.
“Viajaremos pelo céu com nossos próprios drones pessoais e alguns serão tão potentes que poderão transportar casas inteiras pelo mundo todo quando sairmos de férias,” afirmou a pesquisadora.
Para quem se contentar em flutuar, engenheiros alemães já têm pronta uma casa flutuante autônoma, construída com a intenção de aliviar a pressão demográfica sobre as cidades.
Como viveremos daqui a 100 anos?

Esqueça os trailers e motor-homes: leve sua casa de drone. [Imagem: Samsung SmartThings]
 
Imprimir comida
O relatório também prevê grandes avanços no uso das impressoras 3D. O progresso será tão grande que as pessoas não apenas vão fabricar objetos em casa, como móveis, por exemplo, mas também residências inteiras e até alimentos, que poderão ser “baixados” da internet em questão de segundos.
“Parece ficção científica, mas é algo que, de fato, está acontecendo agora”, disse Aderin-Pococok. “Recentemente houve uma exposição na China na qual foram construídas dez casas de um quarto cada uma em 24 horas usando apenas concreto e impressoras 3D.”
A ideia em relação aos alimentos impressos é que os usuários possam escolher os pratos dos melhores chefs e imprimir os alimentos em casa de acordo com sua dieta ou interesse.
“A revolução dos smartphones já marcou o começo da revolução da casa inteligente, que terá implicações muito positivas em nossa forma de viver,” disse o responsável pela SmartThings na Grã-Bretanha, James Monighan.
Como viveremos daqui a 100 anos?

Esta arca flutuante, autônoma e autossustentável, manterá a atmosfera interior isolada do exterior para evitar a poluição. [Imagem: RemiStudio]
 
Colonização espacial
O relatório faz previsões tanto para a saúde individual como para viagens e colonização interplanetária.
Por exemplo: daqui a cem anos as pessoas poderão ter em casa dispositivos que confirmarão se elas estão mesmo doentes e fornecerão remédios ou entrarão em contato com um médico, se for necessário.
O relatório também sugere que o progresso na tecnologia espacial vai fazer com que seja possível que os humanos iniciem colônias fora da Terra, “primeiro na Lua, em Marte e depois outros lugares mais além na galáxia”.
“Há cada vez mais pessoas vivendo em grandes cidades e temos que conseguir gerenciar estas cidades no futuro”, afirmou Aderin-Pocock.
“É questão de pensar de forma criativa e apresentar ideias originais. Pode ser que algumas destas ideias aconteçam e que outras não, mas é bom especular e pensar o que poderia acontecer. Há dez anos a tecnologia da [Internet] das Coisas era inconcebível. E nossas vidas hoje em dia são irreconhecíveis para quem viveu há um século,” finalizou.
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