O Padre e o PT

O padre começa o sermão numa igreja de uma cidade turística de São Paulo, que aos domingos costumava ficar cheia de turistas das cidades vizinhas do  ABC:

– Irmãos estamos hoje aqui reunidos para falar dos “Fariseus”. Aquele povo desgraçado, vagabundo, mentiroso, corrupto e ladrão como esses petistas que estão aqui.

– Ohhhhhhh ! – Coro generalizado na igreja e logo depois, o maior tumulto.
Os petistas saíram xingando o padre, houve briga na porta da igreja. O prefeito levou as mãos à cabeça, indignado.
Acabada a confusão, o prefeito foi falar com o padre na sacristia:
– Padre, pega leve, os petistas são sindicalistas e funcionários públicos, passam muito tempo sem fazer nada, ganham bem e aí vêm para cá, gastam nas lojas, nos restaurantes,trazem divisas para a cidade. Não faça mais isto, por favor.
Durante toda a semana a cidade não falou de outra coisa senão do padre e o sermão do domingo. Aquele zum zum zum todo foi deixando as pessoas curiosas para saber como seria no domingo seguinte. É bem verdade, que uma parte da cidade estava até satisfeita, pois muitos moradores não morriam de amores pelos petistas.
Finalmente, chega o domingo, o prefeito vai à sacristia e recomenda:
– Padre, o senhor lembra da nossa conversa? Por favor, não arrume nenhuma encrenca hoje, certo?
Começa a missa e o padre chega ao sermão:

– Irmãos, estamos aqui reunidos hoje, para falar de uma pessoa da Bíblia: “Maria Madalena”. Aquela mulher, a prostituta que tentou Jesus, como essas petistas desgraçadas, vagabundas, mentirosas, corruptas e ladras que estão aqui.

 Mal acabou de falar e não deu outra! Pancadaria na igreja, algumas internações no pronto-socorro local e o prefeito novamente foi ao encontro do padre:

– Padre, pelo amor de Deus! O senhor não me disse que ia pegar leve? Olha, eu também não morro de amores por esses petistas, eles são complicados, tem uns probleminhas, são ignorantes, prepotentes, não tem nenhuma ética, etc, mas se o senhor não parar com isso, vou ter que pedir ao Bispo a sua retirada imediata da paróquia.
Naquela semana, o zum-zum-zum foi maior ainda.

O papo era só o sermão e ninguém perderia a missa do próximo domingo nem por decreto!

Na manhã do domingo, a Igreja parecia final de Campeonato Brasileiro : não tinha lugar para
ninguém.
O prefeito entra na sacristia escoltado pela polícia e adverte:
– Padre, pega leve, senão eu levo o senhor em cana!
A igreja estava abarrotada. Quase não se conseguia respirar de tanta gente. Pessoas que há anos não pisavam na igreja, estavam por lá com terços e santinhos nas mãos e pareciam que eram as mais devotas dos católicos.
Quando o padre aparece, tensão generalizada… Cochichos… Até que ele começa o sermão:

– Irmãos, estamos aqui reunidos hoje, para falar do momento mais importante da vida de Cristo: “a Santa Ceia”.

(O prefeito que estava preocupadíssimo, então respirou aliviado)

– Jesus, naquele momento disse aos apóstolos: – Esta noite, um de vocês me trairá.
Então João perguntou: – Mestre, serei eu?

E Jesus respondeu: – Não, João, não será você.

Então Pedro perguntou: – Mestre, serei eu?

E Jesus respondeu: – Não, Pedro, não será você.
E então, Judas, aquele desgraçado, vagabundo, mentiroso, corrupto e ladrão, que estava vestindo uma túnica toda vermelha, perguntou: – Cumpanhêro, é eu?

E  a pancadaria comeu solta … !

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