Para Refletir

Revista Veja, Edição 2.403, ano 47, nº 50, de 10 de dezembro de 2014, página 26 na metade do texto da coluna de Claudio de Moura Castro  tem o seguinte teor  que transcrevo para reflexão:

“Se são escassos os verdadeiros profissionais, por alguma razão há de ser. Para entender, exploremos as três maneiras clássicas de prepará-los.

O aprendiz e seu mestre: vem da época medieval a tradição do mestre que recebe jovens,  para ensinar-lhes a profissão. Até hoje esse método dá certo, seja com o futuro pedreiro, seja com o doutorando.

No interiorzão de Minas havia uma oficina mecânica cujos 120 funcionários tinham padrão de qualidade europeu, embora houvessem aprendido La mesmo. O segredo é que, por muitas décadas, foram aprendizes do Chico Alemão, exímio mecânico do checo Jan Hasek e do Fritz Boetger (“Botija”), engenheiro em um estaleiro de submarinos na Alemanha. O exemplo mostra, justamente a condição pétrea: o mestre tem de ser um profissional competente. Se não for, o aprendiz aprende errado, ou não aprende…..

…O jovem não tem como aprender certo nem os gestos da profissão, nem os valores do profissionalismo….

Cursos de formação profissional: o Senai é uma fórmula de sucesso, havendo sido a matriz de formação de nossos melhores profissionais. Mas seu alcance é insuficiente. As empresas maiores sugam avidamente seus graduados, sobrando pouco para as pequenas.

Muitos dos outros cursos que andam por ai são desconectados dos reais empregos. Ou tem instrutores que não dominaram a profissão, as vezes, por se lhe exigirem excessivos diplomas. Em muitos casos são curtos demais. Na Alemanha a aprendizagem dura 3,5 anos.

Autodidatismo: é possível aprender por conta própria, observando, praticando, lendo, olhando vídeos. Porém a capacidade de autoaprendizado é profundamente determinada pelo nível de educação. Mais aprende sozinho o oficio quem aprendeu na escola. Como nossa gente estudou pouco e aprendeu menos ainda é limitado o uso dessa fórmula. Além disso faltam bibliotecas para facilitar tais aprendizados – menos mal que se democratizam o santo Google e a mágica YouTube.

Uma exagerada proporção de nossa força de trabalho é órfã da boa formação profissional, seja desta ou daquela modalidade. Como podemos reclamar que trabalham mal, se não tiveram a mais remota chance de aprender certo ? Como vituperar contra nossa baixa produtividade, se não preparamos os profissionais? ”

Comentário:

O que significa aprender?

Porque necessitamos aprender?

O quê necessitamos aprender?

Quais aprendizagens modificam nossa vida por completo?

Quais foram nossas primeiras aprendizagens?

–         Um processo espontâneo,  se você se lembrar de suas primeiras aprendizagens: comer, falar, caminhar….

–         Um esforço metódico: aprender a ler e escrever, já exigiu um grau maior de esforço.

–         Uma reestruturação ou a combinação de muitas aprendizagens anteriores, se você associar com sua especialidade.

A experiência demonstra que  nem todas as aprendizagens são naturais. À medida que necessitamos de conhecimentos e competências mais complexas e sofisticadas, as aprendizagens se convertem em um processo que requer uma intenção consciente e uma prática constante.

A medida que aprendemos, tomamos consciência do caminho que nos conduzirá a auto-superação constante.

Aprender significa mudar: incorporar novas formas de perceber, pensar e atuar que nos modificam e, ao mesmo tempo, modificam nosso ambiente.

É fato que numa equipe de executivos talentosos, cada um com QI de 120 , em geral, não chega a alcançar um QI coletivo superior a 63.

Uma empresa que aprende, ou seja, que se modifica, não é um conjunto de mentes brilhantes agrupadas mas sim uma empresa capaz de:

–         Obter vantagens competitivas;

–         Comprometer os membros da organização;

–         Conseguir sinergia;

–         Administrar a mudança;

–         Reconhecer a sua rede de interdependências;

–         Criar a realidade que seus membros desejam;

Num mercado incerto como o nosso, uma empresa que aprende desenvolve:

–         A percepção do todo;

–         A visão compartilhada;

–         A nova liderança;

–         Um novo modelo mental;

–         Domínio pessoal;

–         Times de aprendizagem.

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