Ameaça de impeachment contra Dilma esquenta debate no Jô.

A mesa redonda ‘Meninas do Jô’, exibida na madrugada desta quarta-feira (3),
apresentou um duelo entre Jô Soares e a jornalista Ana Maria Tahan.
O apresentador fez uma defesa enfática da aprovação do projeto de lei que
permite ao governo descumprir a meta de economia, o chamado superávit
primário.
Já Ana Maria não economizou críticas a Dilma Rousseff e minimizou os efeitos
de um processo de responsabilidade contra a presidente.
Jô disse temer que por trás dos protestos contra o projeto esteja o interesse em
desestabilizar o governo e impulsionar a ideia de impeachment para tirar a
petista do poder.
“Torcer para que essa lei não seja aprovada é torcer contra o Brasil. Não tô
falando que tá certo. Mas de repente a Dilma ser atingida por uma lei dessas (a
de responsabilidade sobre as contas do governo) é uma catástrofe para o
Brasil”, declarou.
Em seguida, Ana Maria Tahan sugeriu que o país sobreviveria ao hipotético
impeachment de Dilma, assim como sobreviveu ao do então presidente
Fernando Collor em 1992.
“Não é porque eventualmente a presidente pode ser responsabilizada
criminalmente por não cumprir o que estabelece a lei e, eventualmente, sofrer
impeachment que o país vai perder mais ou menos. O país já esta perdendo
muito”, disse a jornalista.
Em outro momento, Jô Soares contestou uma crítica de Lillian Witte Fibe à
“roubalheira no governo”: “Você não acha que é uma generalização quando se
fala em governo corrupto?”.
A jornalista, que fora aplaudida pela plateia ao se pronunciar, retrucou: “Escuta,
se o governo não responder pela corrupção, quem responde?”.
O momento de humor ficou por conta da revelação do livro que o doleiro Alberto
Youssef está lendo na prisão: ‘O Homem que Matou Getúlio Vargas’, escrito por
Jô Soares.
“Que bom obrigado. Mas prefiro receber minha parte em dólar”, brincou o
apresentador.
Em uma TV aberta com espaço reduzido para o debate de opiniões, o ‘Meninas
do Jô’ cumpre seu papel de destrinchar temas relevantes que os telejornais
abordam com superficialidade.
Ainda que demonstre indisfarçável discordância com alguns comentários, Jô
Soares conduz a mesa redonda com imparcialidade e uma oportuna pitada de
ironia.

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