O fantasma da inflação

Leiam a análise do Mercado em 5 Minutos, produzido pelos analistas da Empiricus.
É O FANTASMA DA INFLAÇÃO GANHANDO FORÇA MÊS A MÊS.
Acima do tetoNão, a inflação não está “zerada”, “controlada”, tampouco “na meta”.

O IPCA, medida oficial, acelerou em setembro e acumula 6,75% de inflação em 12 meses, bem acima da meta (de 4,5%) e do teto da meta (6,5%).

Isso, mesmo com preços represados – notadamente combustíveis e dólar.

Interessante que nos últimos quatro meses o indicador ficou acima do teto da meta.

Isso, porque “esse segundo semestre será de inflação baixa”…

Dentro do IPCA de setembro, a variação da inflação de alimentos, por exemplo, foi de 3,7% de crescimento no mês.

Infelizmente, a alteração dos hábitos de consumo e perda do poder de compra já é uma realidade. Entrevista de Guilherme Loureiro, presidente do Walmart no Brasil, traz a visão do outro lado do balcão…

O salário ficou mais curto que o mês. As vendas estão se concentrando nos dias após o pagamento, e depois caem.”

A queda do último pilar

Os indicadores falam por si só e, infelizmente, todos os indicadores…

O índice Antecedente de Emprego (IAEmp) caiu 2,7% em setembro, sétima queda mensal consecutiva, para o pior nível em mais de cinco anos.

O Coincidente de Desemprego (ICD), indicador de tendência da taxa de desemprego, subiu pela sexta vez consecutiva.

O indicador coincidente da taxa de desemprego reforça a tendência de enfraquecimento do mercado de trabalho, indicando elevações futuras da taxa de desemprego. No acumulado dos últimos três meses, a taxa de desemprego tende a aumentar para todas as faixas de renda. Mesmo na classe de renda mais baixa observamos uma elevação do índice de 4,4%

Interessante que ambos os dados acima e as aspas são da FGV, alma mater do Ministro da Economia…

Assim, em tese, ficaria mais difícil desqualificar (mais esse) indicador, não?
Para que servem os indicadores?

O resultado do IPCA, do Pnad ou os dados de emprego da FGV não são opinativos. Tratam-se de amostra estatística, irrefutável.

Quando o IBC-Br marcou expansão de 1,05%, ele mostrou “crescimento com força da economia”. Quando apontou retração, “o IBC-Br não é uma medida do PIB”.

Ontem, os dados do FMI indicaram claramente que a economia brasileira cresce muito abaixo da média, abaixo de praticamente todos os países, ainda mais se comparada a economias semelhantes, como a cesta dos emergentes, com crescimento estimado em 4,4% para 2014 (!!), contra 0,3% do Brasil.

Enquanto isso, na sala da justiça…

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